CANTORES E BANDAS CATÓLICAS

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19 de dezembro - Festival de Dança Natalina 2014

No dia 19 de dezembro a partir das 19h, acontece na praça Antônio do Mont, mais conhecida como praça da Santa Casa ou do troca-troca, à 3ª edição do Festival de Dança Natalina. Com uma maior estrutura visando uma melhor qualidade do festival e também a exposição maior dos trabalhos dos grupos de dança participantes.
A escolha do local foi indicada pela Superintendência de Cultura da Prefeitura Municipal De Parnaíba
e faz parte da progamação do "Natal da cidade"
 Venha você também fazer parte do maior Festival De Dança do Litoral Piauiense.
Em breve, divulgaremos as premiações.
Realização: Shekinah Produções e Eventos
Apoio: Superintendência de Cultura - Prefeitura Municipal de Parnaíba.
Mais Informações: (86)9491-3936 - Marcus.

Comunidade celebra o dia de Cristo Rei

 A igreja em todo o mundo celebrou no domingo (23/11) a solenidade de Cristo Rei do Universo.
A comunidade de Cristo Rei (Paróquia São Sebastião) pela ocasião realizou de 14 a 23 de novembro a festa em Honra ao Patrono da igreja cristã no mundo.

 A procissão percorreu as vias vizinhas à igreja.

A festa foi encerrada com a missa solene na praça de Cristo Rei, presidida pelo Frei Francisco Pereira.

Fotos: blog divulgando o Evangelho

Procissão e missa encerra a Festa da Padroeira dos Músicos, "Santa Cecilia"


 A comunidade Santa Cecília (Paróquia São Sebastião) encerrou a festa da Padroeira dos músicos  n úlitmo sábado (22/11) com a procissão pelas ruas da comunidade.
 A novena foi realizada de 13 a 22 de novembro
 

 Após a procissão, Frei Santos realizou a missa de encerramento com um grande número de fiéis e devotos.

Ao final todos saborearam ao tradcional jantar de Santa Cecilia


fotos: Blog Divulgando o Evangelho

Comunidade Bom Conselho realiza Cerimônia da 1ª eucaristia

 A Animação Bíblica Catequética Nossa Senhora do Bom Conselho, realizou no último domingo a cerimônia solene da 1ª eucarístia de 21 crianças que desde o inicio do ano etiveram recebendo formação doutrinária de preparação a este sacramento da iniciação cristã. 
A celebração foi presidida pelo Frei Santos (pároco)
 
 
Fotos: Blog Divulgando o Evangelho

DOMINGO 23 - A IGREJA CELEBRA A SOLENIDADE DE CRISTO REI DO UNIVERSO

A festa de Cristo Rei foi criada pelo papa Pio XI em 1925. Instituiu que fosse celebrada no último domingo de outubro. Agora, na reforma litúrgica passou ao último domingo do ano litúrgico como ponto de chegada de todo o mistério celebrado, para dar a entender que Ele é o fim para o qual se dirigem todas as coisas.

A criação desta festa tinha uma conotação política de grandiosidade. Quem, dos mais antigos, não foi da Cruzada Eucarística? Roupinha branca, fita amarela com cruz e dois traços azuis para os melhores. Qual era o comprimento? - Viva Cristo! – Rei! Este amor a Cristo Rei sustentou os cristãos na perseguição do México. Quantos mártires não entregaram a vida proclamando: Viva Cristo Rei! Quem sabe nos falte uma definição maior para o Reino de Cristo.

A oração da missa assim reza: “Deus que dispusestes restaurar todas as coisas em vosso Filho Amado, Rei do Universo, fazei que todas as criaturas, libertas da escravidão e servindo à vossa majestade vos glorifiquem eternamente”. Vejamos os termos: Rei do Universo, vossa majestade. Para este sentido endereça a primeira leitura: A glória do Filho do Homem - “Seu poder é poder eterno que não lhe será tirado e seu reino, um reino que não se dissolverá” (Dn l7,14). Cristo com sua morte e ressurreição foi feito o Senhor da Glória. Seu Reino não tem fim.

Rei da Verdade.
Mesmo que seja um reino, o é diferente dos reinos e governos do mundo. Jesus se proclama rei diante de Pilatos: “Tu és Rei?” Pergunta Pilatos diante no tribunal. “Tu o dizes, eu sou rei. Para isso nasci e vim ao mundo, para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta minha voz” (Jo 18,37). Jesus é rei da verdade. Pilatos pergunta-lhe: “O que é a verdade?” Mas não espera a resposta. (É comum em nossa vida perguntar as coisas para Deus e não querer saber a resposta). O que é esta verdade que é a identificação com Ele próprio? “Eu sou a Verdade e a vida” (Jo 14,6). Ser verdade para Jesus é ser Ele próprio o testemunho da vontade do Pai: Estabelecer no mundo o domínio da misericórdia amorosa da qual o Pai é a fonte. “Graças a esta vontade é que somos salvos” (Hb 10.10). Durante sua vida procura unicamente fazer a vontade do Pai: “E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia” (Jo.6,39).

Um reino de sacerdotes.
Todo povo de Deus tem, como Cristo esta realeza. Esta é o domínio do amor que transforma o mundo. O amor é a primeira fonte da união com Deus. Ele faz de nossos gestos de serviço aos outros, da transformação das estruturas de escravidão em liberdade, um sacerdócio do povo de Deus e de cada um que santifica o universo. Ser cristão é já construir o reino de Cristo no mundo. A modalidade de construir este reino é o serviço fraterno, humilde como Cristo fez na sua morte que o glorificou. Unindo nossa vontade à sua e a vontade do Pai, podemos crer em verdade que Ele é Rei e Senhor.

Leituras: Daniel 7,13-14; Apocalipse 1,5-8; João 18,33-37

Contexto:
1. A festa de Cristo Rei, instituída por Pio XI, tinha uma finalidade político-religiosa de mostrar o senhorio de Jesus sobre o mundo, acima das situações de ateísmo e falta de religião. Esta festa foi colocada, na reforma litúrgica, no final do ano litúrgico para dar a perceber que Cristo é o centro do universo e para Ele tudo conflui.
2. Cristo, diante de Pilatos se declara rei da verdade. Ele conhece toda a verdade, por isso dá por ela a vida. A verdade é o desígnio do Pai de implantar no mundo o reino da misericórdia amorosa.
3. Todo o povo de Deus é sacerdotal, isto é, está unido a Cristo para a transformação do mundo em um mundo que sirva a Deus no culto verdadeiro que procede de um coração que ama.


Eduardo Rocha Quintella
Fonte: Portal Catequisar


Orquestra Parnaiba homenageia neste sábado a Padroeira dos músicos "Santa Cecília"

A Orquestra Parnaíbana vem convidar você e toda a sua família para juntos homenagear a Padroeira dos Músicos com o "Concerto de Santa Cecília".O evento abre a nossa programação de natal através de concertos nas Escolas e Igrejas.
Orquestra Parnaibana é um grupo formado por crianças e jovens da periferia de Parnaíba e cidades vizinhas. O projeto é uma iniciativa do músico e regente José de Jesus da Costa e Silva que atende mais de 60 alunos através das aulas de música com os instrumentos: violino, viola de arco, violoncelo, contrabaixo, flauta transversal, flautim, saxofone, trompete, flauta doce, escaleta, metalofone e xilofone
Estamos com a parceria da Ordem Franciscana Secular - O.F.S. uma instituição sem fins lucrativos que recebe doações para realizar os Concertos, compra de instrumentos musicais e a manutenção da Orquestra de Parnaíba.
"Ajude de coração,seja um amigo colaborador." Desde já agradecemos,contamos muito com o seu apoio
Maiores informações 9433-0448

Diocese lança oficialmente a campanha "NATAL SEM FOME 2014"

Quinta-feira 20/11 - A diocese de Parnaíba, , realizou no Salão São Francisco (Paróquia São Sebastião) a cerimônia de lançamento da 12ª edição da campanha "NATAL SEM FOME", que tem a temática "Todos repartiam o pão com alegria" (cf At. 2,46)

A mesa de honra foi composta pelos seguintes representantes: Pe. Carlos Seixas (Vigário geral da Diocese e representando o Bispo Dom Alfredo),  Frei Santos (coordenador geral da Campanha e Pároco de São Sebastião), Pe. Estevão (Pároco da Paróquia de Santa Ana), Pedro Pinto (representando o Prefeito de Parnaíba), Vereador André Neves, (representando a Câmara de vereadores), Abdoral Furtado  (representando a Associação Comercial de Parnaíba), Cintia (Dist.Ultragás), Delzira Silva (Presidente da Casa da Amizade de Parnaíba), Rita Teles (Presidente do IGAPA) e Valéria Cordeiro (Coord. dos Projetos Sociais da Diocese de Parnaíba)


Pe. Carlos Seixas fez uma breve reflexão sobre a campanha e a ajuda ao próximo

Apresentação da Natal Sem Fome realizada pelo grupo Shekinah

       Representantes das paróquias: N.S. de Fátima, Frei Galvão, Sagrado Coração de Jesus, Santa Ana, Santa Luzia, São Sebastião e de N.S. Conceição (Ilha Grande-PI) se fizeram presente no lançamento.

Fotos: Pascom São Sebastião

Convite para a Festa de N. S. da Conceição - Paróquia da Graça

“Alegra-te cheia de graça! O Senhor está contigo.” (Lc 1,28). Com estas palavras o anjo Gabriel exaltava Maria e assim com ele veneremos a mãe de Deus na festa em honra a Nossa Senhora da Imaculada Conceição padroeira da nossa comunidade.
Cada festa representa em nós uma oportunidade de louvar a Deus através de seus feitos em Maria, aquela que é aclamada cheia de graça, então a ela rogamos em nosso tema: “MÃE IMACULADA ENSINA-NOS A SEGUIR COM ALEGRIA O EVANGELHO DE CRISTO. “Para sermos uma comunidade mais a serviço do próximo e com alegria levarmos o amor de Deus para onde formos.
De 28 de novembro a 08 de dezembro venha fazer parte dessa festa com sua família, onde juntos louvaremos a Deus e honraremos a Maria.
Nossa Senhora Imaculada da Conceição, rogai por nós e por nossas famílias!
A nossa comunidade fica localizado na rua 7 de Janeiro, 430 - Bairro São José - Paróquia da Graça

Papa Francisco: A conversão é certa quando chega ao bolso

A conversão é certa quando chega ao bolso – esta foi a  forte mensagem do Papa Francisco na manhã de terça-feira, dia 18 de novembro. Na sua homilia na missa na Casa Santa Marta, o Santo Padre destacou que os cristãos devem sempre atender ao chamamento de Jesus à conversão, para não passarem de pecadores a corruptos. 
“A conversão é uma graça, é uma visita de Deus”, disse o Papa meditando sobre a liturgia do dia, extraída do Livro do Apocalipse de S. João e do encontro de Jesus com Zaqueu. Na primeira leitura, o Senhor pede aos cristãos de Laudiceia que se convertam, porque vivem na ‘espiritualidade da comodidade’. São mornos. Quem vive assim pensa que não lhe falta nada, que ‘está bem, pois vai à missa aos domingos e reza de vez em quando’. “Estou na graça de Deus e sou rico”, acreditam estes mornos – afirmou o Papa.
Depois há ainda os que vivem das aparências que acham que estão vivos mas estão mortos. Também a estes o Senhor chama à conversão – declarou o Papa Francisco:
 “Eu sou um destes cristãos das aparências? Sou vivo dentro, tenho uma vida espiritual? Sinto o Espírito Santo? Dou-lhe ouvidos? Ou... se parece que vai tudo bem, não me questiono? Tenho uma boa família, ninguém fala mal de mim, tenho tudo o que preciso, sou casado na Igreja... estou na graça de Deus, estou tranquilo. Estes são cristãos de fachada. Devemos procurar alguma coisa de vivo dentro, temos que nos converter: das aparências à realidade. Do torpor ao fervor”.
E depois – acrescentou o Santo Padre – temos o apelo à conversão dos corruptos como acontece com Zaqueu, “chefe dos publicanos e rico”. “É um corrupto – disse o Papa -, trabalhava para os estrangeiros, para os romanos, traía a sua Pátria”:

Fonte: Rádio Vaticano

Conheça a arte do Tema 2015 para RCC do Brasil

O Tema que norteará os trabalhos da Renovação Carismática Católica do Brasil no ano de 2015 já tem sua arte oficial, que está disponível para download.
Definido pelo Conselho Nacional da RCCBRASIL, em reunião realizada na cidade de Aparecida/SP, em setembro de 2014, o tema a ser trabalhado no Movimento é: "Se vivemos pelo Espírito, andemos de acordo com o Espírito" (GL 5,25), inflamando a Chama rumo ao Jubileu de Ouro da RCC.
Entendemos que a vida no Espírito parte de uma experiência primordial com o Espírito Santo. Por isso, a pomba é o primeiro elemento, logo, ao clamarmos pelo Espírito, a Luz vem do Alto, passa por nossa vida – daí a figura do coração – e traça o nosso caminho.
O encontro dos traços vermelhos, que vêm do Espírito Santo, com os laranjas, que representam nosso ser, forma um caminho sequencial que parte do particular para o encontro do próximo. Portanto, a Luz do Espírito irradia em nossa caminhada e se transforma em caminho.
Nesse sentido, a figura sugere ação. Atitudes que vão ao encontro do próximo, estendendo a mão aos necessitados, por meio de obras concretas, e que também se estendem à amplitude da vida, em sentimentos e atos como amar, perdoar, que devem partir de dentro do nosso ser.
Já a frase do Jubileu de Ouro foi inserida como um selo. Mesmo um pouco mais distante do texto, ela é um elemento integrante da arte. A marca do ICCRS foi colocada também para remeter à unidade com a RCC internacional.
Estão disponíveis para download a arte em orientação vertical, horizontal e as instruções para aplicação em fundos coloridos nos formatos psd, cdr, png, jpeg, eps e pdf. "Download Aqui"

fonte site: RCC Brasil


Santo dia - São Rafael de São José

“Mesmo que o mundo tudo me roube, deixar-me-á sempre um lugar de refúgio: a oração”

José nasceu no dia primeiro de setembro de 1835 na Polônia, filho de um casal de nobres. Foi batizado com o nome de José e educado pelos pais dentro da religião cristã. Na juventude estudou engenharia civil na escola Militar de Engenharia.

Sua vida na juventude foi marcada pela devoção a Nossa Senhora do Carmo, mas o progresso nos estudos o fez afastar-se da religião. Graças a sua inteligência atingiu altos postos na carreia militar.

Em janeiro de 1863, durante um período de guerra, encontrou sua reconciliação com Deus. Confessou, comungou e iniciou uma vida de intensa espiritualidade e devoção a Jesus, José e Maria.

O término da guerra o fez prisioneiro e ele foi deportado para a Sibéria, onde ficou dez anos sob o regime de trabalhos forçados. Suas únicas companhias foram um crucifixo e o livro “Imitação de Cristo”.

Libertado e repatriado entrou na Ordem dos Carmelitas Descalços, aos quarenta e dois anos de idade. Vestiu o hábito dos carmelitas e tomou o nome de Rafael de São José, em 1882, quando recebeu a ordenação sacerdotal.

Morreu no dia 15 de novembro de 1907, em Vadovice, na mesma cidade onde anos mais tarde nasceria João Paulo II.

Reflexão:

São Rafael de São José foi um homem de Deus, vivendo em profunda união com ele. Foi definido como uma oração vivente, sendo um homem de austeridade e silêncio. Outra marca de sua espiritualidade é o seu profundo amor a Maria e o zelo pelo sacramento da penitência.

Oração:


Ó Deus, que concedeste ao beato Rafael espírito de fortaleza nas adversidades e extraordinário selo de caridade para promover a unidade da Igreja, concedei-nos, por sua intercessão, ser fortes na fé e amarmos uns aos outros, colaborando fielmente para a união de todos os fiéis em Cristo. Amém. 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
Fonte site: catequisar

O papel da Igreja no mundo político

“Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” [1], ensinou Nosso Senhor. A separação entre Igreja e Estado é uma das contribuições mais importantes da religião cristã para a história da humanidade. Mas, como promover uma justa laicidade do Estado, sem cair no perigo do “laicismo”? O que se pode esperar politicamente da Igreja, seja qual for o contexto histórico e geográfico em que o mundo se encontre?

Nos últimos anos, de fato, os Papas têm insistido em que a Igreja tem um papel bem específico para dar à política, qual seja – importa que se diga, desde o começo – o de converter os corações a Cristo. Para mostrar de modo bem concreto como isso acontece, é importante resgatar uma história que se passou na Europa, no século XI, à época do grande Papa São Gregório VII.

Nos anos 1000, a Igreja tinha diante de si a difícil questão das investiduras, em que líderes políticos – senhores feudais, reis e príncipes – tomavam para si o encargo de escolher os cargos eclesiásticos. Essa ingerência política, que afetava desde abades e sacerdotes a bispos e Papas, teve como consequência uma grande decadência moral. Pouco preocupados com o bem espiritual dos fiéis, os poderosos deste mundo colocavam à frente da Igreja pastores verdadeiramente indignos do ofício eclesiástico. Nesses tempos difíceis – com razão associados à imagem das “trevas” –, tinha-se o celibato em pouca conta e, de acordo com a veemente denúncia de São Pedro Damião, em seu Liber Gomorrhianus [2],era preocupante o número de homossexuais no clero.

Para reformar a Igreja, São Gregório VII, eleito ao sólio pontifício em 1057, tinha de enfrentar Henrique IV, o petulante príncipe do Sacro Império Romano Germânico que mandava e desmandava na Igreja da Alemanha. Após um decreto de 1075, em que se condenava toda a investidura laica, a obstinação de Henrique fez Gregório pronunciar contra ele a sentença de excomunhão e depô-lo do trono imperial: “Proíbo o rei Henrique, que, com um orgulho insensato, se levantou contra a Igreja, de governar o reino da Alemanha e da Itália; desligo todos os cristãos do juramento que lhe tenham prestado e proíbo quem quer que seja de reconhecê-lo como rei” [3]. Roma locuta, causa finita. Para recuperar o poder perdido, o soberano do Império Germânico se dirige, então, a Canossa, onde residia o Papa, com uma pequena escolta e sob o inverno rigoroso dos Alpes, em busca do perdão do sucessor de Pedro. Uma cena pitoresca, sem dúvida: o poderoso imperador da Alemanha deposto por um bispo inerme e sem exército, a quem ele agora acorria, prostrado.

Com efeito, como a Igreja conseguiu isso? Como foi capaz de uma influência política de tal monta?

O segredo está num silencioso mosteiro fundado no interior da França, na cidade de Cluny, em 910. Favorecido pela dispensa da jurisdição dos bispos locais e submissão direta ao Romano Pontífice, o mosteiro de Cluny, ao qual se ligou, rapidamente, uma constelação de outras abadias em toda a Europa, tornou-se, em pouco tempo, uma verdadeira escola de santidade. Enquanto o século X passava por uma dolorosa crise do papado, essa Ordem empreendia uma autêntica renovação espiritual em todo o continente, chegando, no início do século XII – momento da sua máxima expansão –, ao impressionante número de 1200 casas. Esse trabalho foi sem dúvida determinante para o fim de questão das investiduras – e para muitos outros problemas com que se deparava a Igreja medieval.

A primeira grande lição de Cluny é que a Igreja produz padres, monges e bispos mais santos quando estes não são frutos de escolhas políticas, mas são eleitos de acordo com suas virtudes. Em muitos lugares e em diferentes épocas, o poder político tentou – e tenta – infiltrar-se na Igreja, submetendo-a às suas rédeas. Esta, no entanto, só é fiel quando serve ao Senhor e rompe seus “votos de vassalagem” com os senhores do mundo. Foi o que ensinaram os monges de Cluny – não sem muito trabalho e combate, é verdade. Afinal, mesmo durante o período em que o monge Hildebrando – futuro Papa Gregório VII – procurou desvincular a eleição do Papa de influências políticas, Henrique III – pai de Henrique IV, de que já se falou –, descontente com as escolhas dos cardeais, depôs três pontífices, em uma amostra clara de como as ingerências mundanas causavam dano à Igreja.

Na verdade, São Gregório VII só conseguiu a submissão de Henrique IV depois de convencer os seus “príncipes eleitores” – que sustentavam o seu poder – a ficarem do seu lado. Ou seja, o poder do Papa só foi efetivo porque suas palavras foram acolhidas por alguns indivíduos. Se, no abismo do século X, Deus enviasse à Igreja um Papa santo, isso pouco efeito concreto teria para solucionar o problema das investiduras, porque os apelos pontifícios certamente não seriam obedecidos. Por isso era necessário Cluny, para civilizar as pessoas, ensiná-las a estudar e meditar sobre a Verdade, de modo que, quando um bom Papa se sentasse no trono de Pedro, seus comandos fossem seguidos na Igreja.

O fato é que, após a peregrinação penitencial de Henrique IV, o imperador voltou a mostrar as suas garras, indicando que não se tinha convertido de verdade. Quando Gregório VII o excomungou novamente, os príncipes eleitores se puseram contra o Papa, que morreu exilado, em 1085.

A lição histórica de Cluny, no entanto, permanece. Da Igreja, não se deve esperar que deponha presidentes e monarcas, como fazia na Idade Média; mas sim, que cumpra a sua missão evangelizadora. Hoje, por exemplo, é urgente lembrar que existe, na Criação, uma estrutura da realidade, uma razão à qual todos os homens – não só os católicos – devem submeter-se. Infelizmente, tem-se substituído cada vez mais a noção de direito natural por uma “ditadura do relativismo”, já denunciada pelo Papa Bento XVI [4], na qual nada é reconhecido como certo e tudo pode ser manipulado ao bel-prazer das pessoas.

O fato de o Estado ser laico não impede esse trabalho profético da Igreja. O termo “Estado laico” significa, simplesmente, que quem deve mandar e decidir as coisas na sociedade civil são os cidadãos, não os Papas e bispos. Mesmo os membros da sociedade civil podem ser evangelizados e, uma vez convertidos, oferecer a sua contribuição para o bem comum e para a política.
 
Referências
Mt 22, 21
Petrus Damianus, Liber Gomorrhianus, in Documenta Catholica Omnia
Henri Daniel-Rops, A Igreja das Catedrais e das Cruzadas, São Paulo: Quadrante, 2011, p. 204
Cardeal Joseph Ratzinger, Homilia na Missa “pro Eligendo Romano Pontifice”, 18 de abril de 2005

fonte site: Pe. Paulo Ricardo
 
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